Após ação conservadora, escola pinta de azul painel com cores do arco-íris


Conforme noticiado pela reportagem, a utilização das cores do arco-íris da fachada foi questionada por grupo conservador da cidade, que associou os tons relacionados ao fenômeno da natureza à ideologia de gêneros nas escolas

Cores do arco-íris foram substituídas por tons de azul em um das fachadas da Escola Municipal Vinicius de Moraes, em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá), no último sábado (27).

 

Conforme noticiado pela reportagem, a utilização das cores do arco-íris da fachada foi questionada por grupo conservador da cidade, que associou os tons relacionados ao fenômeno da natureza à ideologia de gêneros nas escolas.

 

No início de agosto, o grupo chegou a gravar um vídeo em frente à escola no qual os presentes apresentavam um requerimento à Secretaria Municipal de Educação no qual questionavam a motivação por trás da pintura.

 

Em resposta, a pasta emitiu um comunicado no qual explicava de forma didática que a escolha era lúdica e precedida de conceitos pedagógicos, uma vez que o entendimento de fenômenos naturais, a exemplo do arco-íris, era um dos preceitos educacionais.

 

A mobilização ocorreu tanto pelos meios formais, com o requerimento à pasta, quanto pelas plataformas virtuais, com divulgação de vídeos e postagens associando as cores à ideologia de gênero.

 

No perfil do Facebook do empresário Hélio José Kaminski, um dos mobilizadores da causa conservadora, chegou inclusive a gravar vídeo com o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) a respeito da pintura na escola.

 

Na gravação, o deputado aponta que a escolha das cores seria "doutrinação direta com as nossas crianças", relacionando a paleta utilizada à bandeira do movimento LGBTQIA+.

 

Em novo vídeo publicado no último sábado, parte do grupo conservador voltou a se reunir em frente à escola. Contudo, desta vez, os presentes celebraram a mudança nas cores da fachada e, em nome de Deus, realizaram uma oração. Veja a gravação no rodapé da matéria.

 

Procurada pela reportagem, a comunicação da pasta afirmou que emitirá uma nota sobre o caso na sexta-feira (2).